Preços e dinheiro pelo mundo
Esta apresentação percorre cinco indicadores de preços, poupança e renda, um por quadro. Cada quadro traz o ranking dos países, o valor e a posição do Brasil e a evolução recente da série. Os números vêm do Banco Mundial (WDI) e do Fundo Monetário Internacional.
| Consumer price inflation | 131 | Brasil: inflação ao consumidor de 4,3675% em 2024 |
| GDP deflator inflation | 111 | Deflator do PIB do Brasil em 4,0797% em 2024 |
| Consumer price index | 147 | Índice de preços do Brasil em 223,2161 (2010 = 100) em 2024 |
| Gross savings (% of GDP) | 143 | Poupança bruta do Brasil em 14,1412% do PIB em 2024 |
| GDP per capita (nominal) | 99 | PIB per capita do Brasil projetado em 12.312,57 dólares para 2026 |
Leia cada quadro isoladamente: as unidades mudam (percentual, índice de base 2010 = 100 e dólares), assim como o número de países cobertos, que vai de 178 a 227. Por isso, posições de quadros diferentes não devem ser somadas nem comparadas entre si.
Pontos principais
Nos indicadores de preços e poupança reunidos nesta edição, o Brasil aparece quase sempre no meio ou na metade menos favorável da tabela, sem estar entre os casos extremos. O número mais visível é o índice de preços ao consumidor (2010 = 100): 223,2161 em 2024, na 147ª posição entre 192 países — ou seja, o acúmulo de alta de preços desde 2010 foi maior que o de cerca de 146 países, embora bem distante dos casos de Sudão do Sul (41.280,7397) e Zimbábue (11.076,6018). Já a inflação ao consumidor do ano, 4,3675% em 2024, coloca o país em 131º entre 193 — nesse ranking a ordem vai do menor para o maior valor, então a posição 131 indica um ritmo anual acima da mediana, mas longe de Argentina (219,8839%) e Venezuela (254,9485%). Completam o quadro a taxa de poupança bruta de 14,1412% do PIB (143º entre 178 países, contra 26,1879% do valor mundial) e o PIB per capita nominal de 12.312,57 dólares (99º entre 227 países). Fonte: Banco Mundial (WDI) e Fundo Monetário Internacional.
O valor mais recente do indicador central
O indicador que abre a série é a inflação ao consumidor. O Brasil registrou 4,3675% em 2024, ocupando a 131ª posição entre 193 países. Essa base de dados não publica um valor mundial para o indicador, portanto não há média global para comparar: o que se pode dizer é que a posição fica acima do centro da lista (em torno de 97º), no lado de inflação mais alta. Para uma referência com valor mundial, serve o deflator do PIB: o Brasil marcou 4,0797% em 2024 (111º entre 213 países), pouco acima do valor mundial de 3,9118%, uma diferença de cerca de 0,2 ponto percentual. Fonte: Banco Mundial (WDI), *Inflation, consumer prices (annual %)* e *Inflation, GDP deflator (annual %)*.
Quem está no topo e na base
Na inflação ao consumidor, o início da lista reúne países com variação negativa ou quase nula: Iraque (-12,297%), Afeganistão (-6,6012%), Ilhas Cayman (-0,6253%), Sri Lanka (-0,4294%), Costa Rica (-0,4129%) e Brunei (-0,3887%), com China (0,2181%) e Armênia (0,2695%) logo em seguida. São, em boa parte, economias exportadoras de recursos, pequenas ilhas ou países que passaram por forte ruptura econômica — a posição no topo não significa, por si só, uma situação favorável. No outro extremo aparecem Venezuela (254,9485%), Argentina (219,8839%), Sudão (138,8085%), Zimbábue (104,7052%), Sudão do Sul (91,4408%) e Turquia (58,5065%). O Brasil, com 4,3675%, está claramente mais próximo do meio da tabela do que desse grupo final, ainda que acima de vizinhos como a Costa Rica. No índice de preços (2010 = 100) o desenho é parecido: Nauru (100,1752), Tuvalu (100,5006) e Suíça (105,5091) abrem a lista, e o Brasil aparece em 147º com 223,2161, à frente de Suriname (1.698,8406) e Venezuela (2.740,274), mas atrás da maioria das economias avançadas. Fonte: Banco Mundial (WDI), *Inflation, consumer prices (annual %)* e *Consumer price index (2010 = 100)*.
O que mudou na última década
A inflação ao consumidor brasileira saiu de 6,2043% em 2013, subiu para 9,0299% em 2015 e 8,7391% em 2016, recuou para 3,4464% em 2017 e chegou a 3,2118% em 2020; depois voltou a acelerar para 8,3017% em 2021 e 9,2801% em 2022, e cedeu para 4,5936% em 2023 e 4,3675% em 2024. O índice de preços mostra o efeito acumulado desse percurso: 119,3721 em 2013 e 223,2161 em 2024, quase o dobro em onze anos. O deflator do PIB seguiu trajetória semelhante, de 7,5046% em 2013 a um pico de 13,0473% em 2021 e 4,0797% em 2024. A poupança bruta caiu de 18,1517% do PIB em 2013 para 12,3064% em 2019, subiu a 17,217% em 2021 e voltou a 14,1412% em 2024. O PIB per capita nominal foi de 8.893,346 dólares em 2015 a um mínimo de 7.057,072 em 2020, com 10.282,171 em 2024 e projeção de 12.312,57 em 2026. As causas dessas oscilações não são identificáveis a partir destes dados. Fonte: Banco Mundial (WDI) e Fundo Monetário Internacional.
Comparação com países próximos
Na inflação de 2024, o Brasil (4,3675%) fica acima de Japão (2,7385%), EUA (2,9495%), Reino Unido (3,2716%), Coreia do Sul (2,3217%), Alemanha (2,2565%), França (1,999%) e China (0,2181%) — uma diferença de cerca de 1,1 a 4,1 pontos percentuais. Entre os vizinhos da América Latina presentes nos dados, a distância é bem maior no sentido oposto: Argentina (219,8839%) e Venezuela (254,9485%) estão em outra escala, enquanto Costa Rica (-0,4129%) registrou variação negativa. No índice de preços (2010 = 100), o contraste com as economias avançadas é o mais nítido: 223,2161 no Brasil contra 147,4108 no Reino Unido, 143,8573 nos EUA, 134,8686 na Alemanha, 132,5176 na China, 132,1956 na Coreia do Sul, 126,5067 na França e 114,4138 no Japão. Na poupança bruta, os 14,1412% do PIB brasileiros ficam abaixo de EUA (17,8109%), Reino Unido (17,0025%), França (21,4347%), Alemanha (27,1419%), Japão (31,0681%), Coreia do Sul (35,0305%) e China (42,8328%). No PIB per capita nominal, os 12.312,57 dólares equivalem a cerca de 83% da China (14.873,569), 34% do Japão (35.703,432), 19% da Alemanha (65.302,893) e 13% dos EUA (94.429,753). Fonte: Banco Mundial (WDI) e Fundo Monetário Internacional.
Como ler estes números
O índice de preços ao consumidor toma 2010 = 100 em cada país e mede a alta acumulada em moeda nacional; ele não diz se um país é caro ou barato em relação a outro, porque não é uma comparação de nível de preços por paridade de poder de compra. Nos três indicadores de inflação, a ordenação vai do menor para o maior valor, e os primeiros colocados — Iraque (-12,297%), Afeganistão (-6,6012%), Liechtenstein (-9,9007% no deflator) — têm variação negativa: estar no início da lista não indica, por si só, um desempenho econômico melhor. A poupança bruta é a poupança do conjunto da economia em relação ao PIB, incluindo empresas e governo, e não a poupança das famílias. O PIB per capita é nominal, em dólares correntes, sujeito à variação cambial, e seu ano mais recente aqui é 2026, o que inclui projeção do FMI e não resultado observado — os demais indicadores têm 2024 como último ano, então os anos não estão alinhados. O número de países cobertos varia de 178 a 227 conforme o indicador, de modo que as posições não são diretamente comparáveis entre si. Os dados são anuais e podem ser revisados. Fonte: Banco Mundial (WDI) e Fundo Monetário Internacional.
Inflação (preços no consumidor) no mapa e em gráficos
| Posição | País / território | % |
|---|---|---|
| 1 | Iraque | -12.3 |
| 2 | Afeganistão | -6.6 |
| 3 | Ilhas Cayman | -0.63 |
| 4 | Sri Lanka | -0.43 |
| 5 | Costa Rica | -0.41 |
| 129 | Ilhas Salomão | 4.32 |
| 130 | África do Sul | 4.36 |
| 131 | Brasil | 4.37 |
| 132 | Quênia | 4.49 |
| 133 | Camarões | 4.53 |
| 191 | Sudão | 138.81 |
| 192 | Argentina | 219.88 |
| 193 | Venezuela | 254.95 |
A tabela vai do menor ao maior valor: começa com Iraque (-12,297%) e Afeganistão (-6,6012%) e termina com Argentina (219,8839%) e Venezuela (254,9485%). O Brasil fica na metade de cima da lista, mas longe dos extremos.
As barras mostram que a distância entre os países do fim da lista e os demais é de dezenas a centenas de pontos. A linha de evolução recua de 9,2801% em 2022 para 4,3675% em 2024.
Comparar países
Inflação (deflator do PIB)
| Posição | País / território | % |
|---|---|---|
| 1 | Liechtenstein | -9.9 |
| 2 | Brunei | -2.84 |
| 3 | Catar | -1.47 |
| 4 | Azerbaijão | -1.41 |
| 5 | Timor-Leste | -1.32 |
| 109 | Estônia | 3.99 |
| 110 | Coreia do Sul | 4.07 |
| 111 | Brasil | 4.08 |
| 112 | Áustria | 4.09 |
| 113 | Bósnia e Herzegovina | 4.13 |
| 211 | Argentina | 207.61 |
| 212 | Sudão | 243.91 |
| 213 | Zimbábue | 1,097 |
No início aparecem Liechtenstein (-9,9007%) e Brunei (-2,8427%); no fim, Sudão (243,9073%) e Zimbábue (1.097,2467%). O Brasil está próximo do centro da tabela.
A linha mostra o pico de 13,0473% em 2021 e a queda até 2024. A escala das barras é dominada pelos poucos países acima de 100%.
Índice de preços no consumidor
Nauru (100,1752), Tuvalu (100,5006) e Suíça (105,5091) abrem a lista; Sudão (38.796,5573) e Sudão do Sul (41.280,7397) a fecham. O Brasil aparece na parte inferior da tabela, acima da maioria das economias avançadas.
A linha sobe de forma contínua, de 119,3721 em 2013 a 223,2161 em 2024. As barras separam poucos países de valores altíssimos do restante, concentrado abaixo de 300.
Poupança bruta (% do PIB)
No topo estão Catar (57,421%) e Suriname (50,3399%); na base, Líbano (-12,7002%) e Timor-Leste (-21,1282%). O Brasil está no terço inferior da tabela.
A linha cai de 18,1517% em 2013 para 12,3064% em 2019, sobe a 17,217% em 2021 e volta a 14,1412%. As barras vão de valores negativos até quase 60% do PIB.
PIB per capita (nominal)
| Posição | País / território | US$ |
|---|---|---|
| 1 | Liechtenstein | 226,809 |
| 2 | Luxemburgo | 158,733 |
| 3 | Irlanda | 140,186 |
| 4 | Suíça | 126,177 |
| 5 | Islândia | 110,048 |
| 97 | Albânia | 12,493 |
| 98 | República Dominicana | 12,406 |
| 99 | Brasil | 12,313 |
| 100 | Turcomenistão | 12,300 |
| 102 | Macedônia do Norte | 11,967 |
| 225 | Sudão do Sul | 487.98 |
| 226 | Afeganistão | 448.46 |
| 227 | Iêmen | 383.75 |
Liechtenstein (226.809,136) e Luxemburgo (158.733,346) lideram; Afeganistão (448,457) e Iêmen (383,749) fecham a lista. O Brasil fica acima do meio da tabela.
A linha sai de 7.057,072 dólares em 2020 e sobe até 12.312,57. A diferença entre o primeiro e o último colocado é de mais de quinhentas vezes.